Arquivo do mês: julho 2011

alex castro publica onde perdemos tudo pela oficina

Lançamento previsto para agosto de 2011.

http://www.interney.net/blogs/lll/2011/07/17/onde_perdemos_tudo_a_capa_quase_final/

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Ensaios de poética e hermenêutica
Autor: Ronaldes de Melo e Sousa

Gênero: Ensaio

Capa Brochura

Formato: 21 x 14

Páginas: 250

Preço: R$ 33
ISBN: 978-85-61129-25-5

 

Livro que recebeu prêmio da Academia Brasileira de Letras, na categoria ensaio

Resenha no Prosa on line

 

 

UMA COMPREENSÃO MAIS PLENA E PROFUNDA DO FENÔMENO LITERÁRIO E UMA ABERTURA POÉTICA DE HORIZONTES HERMENÊUTICOS

O saldo destes ensaios de Ronaldes de Melo e Souza é uma compreensão mais plena e profunda do fenômeno literário e uma abertura poética de horizontes hermenêuticos que ampliam o âmbito de estudo da literatura. O nada subage na transparência conjunta de tudo. A visibilidade repousa sobre um fundo de invisibilidade. A presença e a ausência constituem o anverso e o reverso de uma mesma realidade, que se poematiza como o duplo domínio da vida e da morte. Deus e o homem, o mundo e os entes intramundanos são perpassados pela duplicidade primordial da luz e da treva, a que se reportam o aclínio diurno e o declínio noturno, a expansão vital e a contração mortal. Os contrários não contradizem a existência, porque ela os contém em si mesma. No mundo concreto das coisas devenientes, os extremos contrapolares mutuamente se gratificam como expressões do ato genesíaco. Não se concebe a morte como nadificação final, mas como força morfogenética, que condiciona a possibilidade de manifestação da vida. (“A poética rilkiana da existência”).

Sobre o autor Ronaldes de Melo e Souza nasceu em Grupiara, município de Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro, em 1946. No final dos anos 60 mudou-se para Brasília para estudar no Centro de Estudos Clássicos da UnB, extinto pouco depois. Tornou-se estudante de Letras na mesma universidade, e posteriormente professor de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura. Aposentando-se na UnB em 1995, veio para o Rio de Janeiro. Prestou concurso para a UFRJ, onde até hoje leciona Literatura Brasileira, para a Graduação e a Pós-Graduação. Recentemente publicou, pela EDUERJ, os livros O romance tragicômico de Machado de Assis (2006), A saga rosiana do sertão (2008) e A geopoética de Euclides da Cunha (2009), além de Ficção e verdade: diálogo e catarse em Grande sertão: veredas, publicado em 1978 pelo Clube de Poesia de Brasília. Professor e ensaísta, Ronaldes também escreve poesia, cultivando um gênero próprio que denomina epilírica.

 


Prêmio ABL

A Academia Brasileira de Letras realizou a comemoração dos seus 114 anos de fundação e fez a entrega dos Prêmios Literários de 2011 (obras publicadas em 2010).

Os Prêmios:

Categoria Autor Obra
Poesia Salgado Maranhão “A cor da palavra”
Ficção Elvira Vigna “Nada a dizer”
Ensaio, Crítica Literária Ronaldes de Melo Souza Ensaios de poética e hermenêutica
Literatura Infanto-Juvenil Ferreira Gullar “Zoologia bizarra”
Tradução Sérgio Flaksmann “O amante de Lady Chatterley”
História e Ciências Sociais Maurício de Almeida Abreu “Geografia histórica do Rio de Janeiro”
Cinema Esmir Filho e Ismael Canappele Filme: “Os famosos e os duendes da morte”

A solenidade aconteceu no dia 21 de julho, no Salão Nobre do Petit Trianon, às 17h.