Arquivo do mês: maio 2013

Qual o signo, quais os Signos de Camões?

Oficina Raquel - Convite 10

 Lançamento dia 10 de junho, segunda-feira, às 18h, no Instituto de Letras da UFF.

LUIS MAFFEI, EM SEU QUINTO LIVRO DE POEMAS, ASSINALA SIGNOS CAMONIANOS COM A MAESTRIA E A INTIMIDADE PERMITIDA SÓ AOS GRANDES AUTORES

Luis Maffei, poeta destacado no panorama da literatura brasileira, além de professor de Literatura Portuguesa da Universidade Federal Fluminense, chega a seu quinto livro de poesia. Em cada um dos 12 longos poemas de Signos de Camões, que tem belos desenhos de Mariana Vilhena e posfácio da astróloga e estudiosa de literatura Roberta Ferraz, a genialidade do autor fica evidente.

Não é exagero caracterizar como espantosa a capacidade criativa de Maffei, que, ao passear pelos signos do zodíaco com a destreza de um astrólogo, cria, com a iluminação sugerida pelo nome que partilha com o grande poeta português, um Camões diferente a cada casa zodiacal. Ao leitor é oferecido o deleite de textos escritos com maestria, muitos em difíceis formas fixas camonianas e da poesia ocidental, num instigante exercício de leitura, pois o próprio autor se impôs, para a escrita do livro, a tarefa de ler, pensar e imaginar possíveis signos camonianos para buscar, enfim, compreender e aproximar-se da poesia do grande vate.

Uma vez desconhecida a data de aniversário do autor d’ Os Lusíadas, Luis Maffei propõe um texto para cada signo do zodíaco, de forma a supor, mais que a configuração celeste do momento do nascimento de Camões, temas e formas poéticas a figurarem nesses seres de papel, imaginados e muito bem desenhados pela mão do autor. Logo, se, por exemplo, a possibilidade canceriana de Camões é exercitada através de um texto que tende ao melancólico, expresso em decassílabos que evocam a “casa moribunda”, seu exercício na casa de Escorpião é uma intensa prosa poética a revelar, na penumbra de velas recém-apagadas, um amoroso segredo que explode convenções.

Portanto, ao, de certa forma, navegar pelo mar desconhecido – tal qual fez e imaginou Luis de Camões, quando da escrita da trágica epopeia lusitana –, Luis Maffei lança-se ao mar da astrologia e da tradição poética, terreno caro ao escritor, para exercitar-se e, nesta constelação, reinventar possibilidades de leitura e escrita através deste Signos de Camões.

O interesse da editora Oficina Raquel pela literatura portuguesa revela-se em publicações como a série Portugal, 0, que se dedica, em cada um dos seus já publicados 5 números, à obra de diferentes poetas portugueses contemporâneos, ou ainda em Os três desejos de Octávio C., novela de Pedro Eiras recentemente lançada no Brasil pela editora. Este diálogo com a literatura lusitana acaba de ser reforçado com a publicação dos Signos de Camões, inicialmente lançado em Portugal pela Companhia das Ilhas e cujo lançamento em terras brasileiras será a 10 de junho, dentro do Colóquio Um dia de Camões 2, na UFF, que integra a programação oficial do Ano de Portugal no Brasil. Nessa data se celebra o Dia de Camões, mais importante data nacional portuguesa desde o século XIX, também chamada Dia de Portugal.

SERVIÇO

TÍTULO Signos de Camões

FORMATO 16×21

ISBN 9788565505314

PREÇO R$ 30

BROCHURA, ILUSTRADO


Mais um gol (desta vez no estilo Garrincha) da Oficina Raquel

A Oficina Raquel e seu mais novo lançamento, De pernas para o ar: minhas memórias com Garrincha, é notícia nos mais diversos canais. Confira:

Presença de Elza Soares, mãe do autor, Gerson Suares, e Da Ghama: http://ofuxico.terra.com.br/noticias-sobre-famosos/elza-soaes-e-da-gama-conferem-lancamento-do-livro-de-garrincha/2013/05/07-170543.html

Mais fotos disponíveis no blog de Marcelo Borgongino: http://www.marceloborgongino.blogspot.com.br/

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Na foto, a Equipe Oficina Raquel prestigia o autor, Gerson suares.


De pernas para o ar: minhas memórias com Garrincha

De pernas para o ar: minhas memórias com Garrincha

Confiram os melhores momentos do lançamento do livro de estreia de Gerson Suares.

Visite nossa página no Facebook: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.516804211714306.1073741827.206863999374997&type=3


Oficina Raquel entrevista Gerson Suares

Gerson SuaresAutor de “De pernas para o ar: minhas memórias com Garrincha”, Gerson Suares concede entrevista à Oficina Raquel. Confira:

Por: Fernando Miranda

Fernando Miranda: Recentemente, Luiz Carlos Duarte publicou Friedenreich – A saga de um craque nos primeiros tempos do futebol brasileiro (Casa Maior), derrubando alguns mitos sobre o jogador paulista, inclusive em relação a sua vida fora do futebol. Teu livro pretende rever o “mito Garrincha”, tão explorado por escritores, cineastas e jornalistas?

Gerson Suares: Não o vejo ainda como um mito. O mito está associado a algo fictício, irreal, a acontecimentos imaginários. Garrincha é um personagem recente, vivo na memória dos amantes do futebol. O Garrincha que retrato no livro está desnudo, sem o uniforme do jogador; é o Garrincha caseiro, o pai, o marido, o brincalhão, um contador de histórias de bermuda, sem camisa e, principalmente, sem marcador.

Fernando Miranda: Como vê a polêmica em torno da “lei das biografias”, que permitiria a publicação de biografias não autorizadas, como a de Ruy Castro, sobre o próprio Garrincha?

Gerson Suares: Ao que me consta, a bela biografia feita por Ruy Castro (A Estrela Solitária) foi autorizada. O que houve foi discordância sobre algo escrito, em que as herdeiras entenderam como algo danoso para a imagem do pai. Sou a favor de uma reestruturação da lei, dando liberdade para que quem pode escrever sobre um personagem o faça. E este, por sua vez, deve saber que há uma constituição que a todos protege. No meu caso, escrevo minhas memórias com ele e, modéstia a parte, o Garrincha que pouquíssimos puderam conhecer.

Fernando Miranda: Como repercutiu o curta em animação O primeiro João, de André Castelão e contando com a coordenação de nomes de peso como Cláudia Bolshaw e Marcos Magalhães? Existe a ideia de dar continuidade ao projeto e “animar” outras crônicas?

Gerson Suares: O curta em questão foi um trabalho de tese de mestrado do competente André. Mas o sucesso foi tão surpreendente que nos estimulou a continuar o trabalho. É um projeto que muito nos agrada, gostaria muito de dar continuidade, até porque tenho muitas outras histórias.

 Fernando Miranda: Coincidentemente, o lançamento do teu livro ocorre no dia do aniversário de José Maria Marin, contestado presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Você mantém algum tipo de relação com a entidade, no que diz respeito à preservação da memória de Garrincha?

Gerson Suares: A  coincidência na data do lançamento do livro não está no aniversário do Sr. José Maria Marin e sim no meu aniversário, também no dia 6 de maio. Não tenho nenhuma relação com qualquer entidade; isto não significa que esteja fechado a conversações.


Lançamento de “De pernas para o ar” é notícia no JB

Lançamento de “De pernas para o ar” é notícia no JB

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Parabéns a você

escritaHoje, 1º de maio, a editora Oficina Raquel traveste-se de boca humana para falar sobre quem a faz: bocas, mãos, olhos, mentes e uma multiplicidade de modos de trabalhar que constituem, enfim, o corpo desta jovem editora.

Dia do trabalho é feriado de pensar no trabalhador, naquele que doa o tempo de seus dias para fazer mover a grande engrenagem social, e é sobre os que fazem brotar do papel o corpo vivo da Oficina Raquel que a boca deste texto quer falar: é sobre os tantos autores e amigos que por aqui já passaram, passam e ainda passarão, a quem é preciso agradecer a confiança em nosso trabalho; é sobre o Luis Maffei e a Raquel Menezes, editores que pensam a editora como sua casa e, portanto, fazem dela o seu lugar de criação e afeto; é sobre o Ingmar, jovem colaborador que, com afinco e interesse, oferece sua alegria como força de trabalho; é sobre a Mariana, que ajuda aqui e acolá, revisando, contactando e sempre aprendendo, com aquilo que já lhe ensinaram a Beatriz, o Gustavo, a Viviane e o Fernando, antigos assistentes editoriais; é também sobre o Julio, competente diagramador, que demonstra em sua invariavelmente bela e criativa produção a competência de seu labor; é sobre a Mariana Vilhena, a Isabela e Bia, ilustradoras e diagramadora que ajudam a tornar mais belos ainda os textos publicados; sobre a Luciana, assessora de imprensa, que trabalha para que o nome da Oficina seja levado por todo este Brasil; é, ainda, sobre nossos parceiros, blogueiros e distribuidores, gente que, duplamente, lê e faz ler os textos por nós publicados; é, enfim, sobre todos aqueles que fazem da leitura, da arte da palavra, o seu ofício, quer por interesse, quer por necessidade – sempre por desejo de fruição.

Hoje, portanto, mais que agradecer, é dia – aliás, justíssimo – de homenagear a Oficina Raquel em seu corpo de trabalho, um corpo múltiplo e, por isso, ricamente formado.