Oficina Raquel entrevista Gerson Suares

Gerson SuaresAutor de “De pernas para o ar: minhas memórias com Garrincha”, Gerson Suares concede entrevista à Oficina Raquel. Confira:

Por: Fernando Miranda

Fernando Miranda: Recentemente, Luiz Carlos Duarte publicou Friedenreich – A saga de um craque nos primeiros tempos do futebol brasileiro (Casa Maior), derrubando alguns mitos sobre o jogador paulista, inclusive em relação a sua vida fora do futebol. Teu livro pretende rever o “mito Garrincha”, tão explorado por escritores, cineastas e jornalistas?

Gerson Suares: Não o vejo ainda como um mito. O mito está associado a algo fictício, irreal, a acontecimentos imaginários. Garrincha é um personagem recente, vivo na memória dos amantes do futebol. O Garrincha que retrato no livro está desnudo, sem o uniforme do jogador; é o Garrincha caseiro, o pai, o marido, o brincalhão, um contador de histórias de bermuda, sem camisa e, principalmente, sem marcador.

Fernando Miranda: Como vê a polêmica em torno da “lei das biografias”, que permitiria a publicação de biografias não autorizadas, como a de Ruy Castro, sobre o próprio Garrincha?

Gerson Suares: Ao que me consta, a bela biografia feita por Ruy Castro (A Estrela Solitária) foi autorizada. O que houve foi discordância sobre algo escrito, em que as herdeiras entenderam como algo danoso para a imagem do pai. Sou a favor de uma reestruturação da lei, dando liberdade para que quem pode escrever sobre um personagem o faça. E este, por sua vez, deve saber que há uma constituição que a todos protege. No meu caso, escrevo minhas memórias com ele e, modéstia a parte, o Garrincha que pouquíssimos puderam conhecer.

Fernando Miranda: Como repercutiu o curta em animação O primeiro João, de André Castelão e contando com a coordenação de nomes de peso como Cláudia Bolshaw e Marcos Magalhães? Existe a ideia de dar continuidade ao projeto e “animar” outras crônicas?

Gerson Suares: O curta em questão foi um trabalho de tese de mestrado do competente André. Mas o sucesso foi tão surpreendente que nos estimulou a continuar o trabalho. É um projeto que muito nos agrada, gostaria muito de dar continuidade, até porque tenho muitas outras histórias.

 Fernando Miranda: Coincidentemente, o lançamento do teu livro ocorre no dia do aniversário de José Maria Marin, contestado presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Você mantém algum tipo de relação com a entidade, no que diz respeito à preservação da memória de Garrincha?

Gerson Suares: A  coincidência na data do lançamento do livro não está no aniversário do Sr. José Maria Marin e sim no meu aniversário, também no dia 6 de maio. Não tenho nenhuma relação com qualquer entidade; isto não significa que esteja fechado a conversações.

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